Diário de Bordo Aula #6 | Curso YCL 2020.2:Comunicação e Crise Climática



Luciano Frontelle iniciou sua fala apresentando o Clímax Brasil, um coletivo cuja missão é “tirar as mudanças climáticas do armário e chacoalhar os adolescentes e jovens do Brasil para que entendam o que são as mudanças climáticas e como podem se engajar na temática”. Para tanto, a organização tem focado sua atuação na mobilização, com foco na comunicação sobre a crise climática. Luciano explica que este tipo de comunicação, para ser efetiva, depende da correta escolha sobre o público-alvo e os canais por onde se dará a comunicação. Além disso, a comunicação efetiva deve ter bem definida seus objetivos e a persona, de modo que a linguagem e o tom sejam adequados e chamem a atenção do público-alvo.

Andreia Coutinho trouxe a perspectiva de quem atua com comunicação institucional de entidades que trabalham com foco na mitigação e na adaptação às alterações climáticas. Segundo ela, um dos principais desafios da área é comunicar com clareza, qualidade e engajamento. No caso da comunicação sobre a crise climática no Brasil, a jornalista destacou a importância de contextualizar o tema com outros sensíveis à sociedade brasileira, como as questões envolvendo raça, gênero e outras desigualdades. Andreia reforçou a necessidade de dar espaço a novas vozes e narrativas para agenda climática e de reiventar o técnico e o abstrato na comunicação.

Ana Carolina Amaral completou a aula com a visão de quem trabalha na grande mídia e tem o desafio de comunicar este assunto complexo para a massa. Destacou que os assuntos discutidos na mídia sobre meio ambiente são, de modo geral, os mesmos que eram tratados no começo da década, o que indica que a comunicação tem falhado em algum aspecto. Segundo ela, a maior contribuição de um jornalista que atua nesta área é ultrapassar a mera transferência de informação oficial para o público e chegar naquela informação que fica nas sombras, que é obtida nos bastidores. Destacou, ainda, que a imprensa convencional de grande alcance, embora tenha menos espaço para criatividade na forma de comunicar, é potente por causar repercussões que podem interferir no cenário político nacional.

Sobre os palestrantes:

Luciano Frontelle é diretor executivo na Plant-for-the-Planet Brasil e co-fundador do coletivo Clímax Brasil. Tem como propósito construir pontes entre realidades e desafios locais com perspectivas e diálogos globais e, nesse sentido, acompanha a formulação e implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas desde 2012. Foi convidado e/ou selecionado para conferências sobre esse processo na Indonésia, Bélgica, Sri Lanka, Peru, Estados Unidos, França, Marrocos e Alemanha. Em 2016 foi destaque na edição de aniversário da revista época como um dos 30 jovens abaixo de 30 envolvido em ações que vão mudar o país


Andreia Coutinho é graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela PUC-Rio e mestra em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ. Atualmente, faz um curso de especialização em Cidades, Políticas Urbanas e Movimentos Sociais no IPPUR/UFRJ. Faz parte do conselho da Rede Narrativas, um movimento de profissionais de comunicação de causas que atua nas organizações da sociedade civil, a partir da difusão de conhecimento e promoção de espaços de debate para a transformação social. Também integra o conselho de governança da Casa Fluminense, que é um espaço permanente para a construção coletiva de políticas e ações públicas por um Rio de Janeiro mais justo, democrático e sustentável. Entre seus principais temas de interesse e paixão estão: justiça climática, cidade, cultura, religião, literatura, educação e desigualdades raciais. Trabalhou como coordenadora de comunicação no Instituto Clima e Sociedade (iCS) por dois anos, sendo responsável por intermediar o relacionamento da organização com a mídia, cobertura de eventos, produção de conteúdo, gerenciamento de todas as redes sociais e materiais institucionais. Hoje, lidera as ações de comunicação e mobilização no eixo de justiça climática do programa Prioridade Absoluta, no Instituto Alana.


Ana Carolina Amaral é repórter de meio ambiente no jornal Folha de S. Paulo, onde assina o blog Ambiência, e ocupa a secretaria-executiva da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental. Jornalista formada pela Unesp e mestra em Ciências Holísticas pelo Schumacher College, cobre as conferências de clima da ONU desde o Acordo de Paris. Atua com questões ambientais e de sustentabilidade desde 2001. Escreveu os livros Pelos Caminhos do Rio Paraná (editora Horizonte Geográfico) e "Protegendo o meio ambiente" (editora Hedra). Colaborou para veículos como Envolverde, Superinteressante, Carta Capital, Época e Globo News. Criou videorreportagens para engajamento público na Câmara Municipal de São Paulo e também o site jornalístico Mulher e Sustentabilidade. Foi repórter na TV Brasil, tendo participado de produções premiadas –incluindo menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog em 2012.



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